Pirenópolis | Folclore | Culinária
A gastronomia em Pirenópolis é bastante vasta e variada. Por se tratar de uma cidade turística, tem representantes da culinária local, regional e internacional. Pirenópolis, considerada como berço da cultura goiana, devido a ser uma das primeiras cidades goianas, possui uma culinária local representada pelos pratos típicos como o arroz com pequi, a pamonha, o empadão, a guariroba, a paçoca de pilão, as quitandas e os doces. Dentro da gastronomia regional brasileira encontramos em Pirenópolis a mineira, a baiana, a carioca, a nordestina etc. E na gastronomia internacional, temos a francesa, a italiana, a árabe, a portuguesa etc. São por estes motivos que Pirenópolis tornou-se um destino turístico gastronômico, cujo ponto forte é o Festival Gastronômico e Cultural que acontece todos os anos durante o mês de junho.
Ainda temos como gastronomia típica, elementos culturais que são manifestados durante as festividades folclóricas como a Festa do Divino, o Reinado e o Juizado. Nestas festas são elaborados refeições para uma grande multidão e quitandas típicas, que são distribuídas gratuitamente entre participantes da festa, como por exemplo: as verônicas de alfenim, doces feitos de açúcar em formas de medalhão com a imagem da pomba do Divino Espírito Santo, que são distribuídas às virgens por ocasião da Procissão do Divino; os ranchos dos pousos-folia, refeições fartas compostas de arroz, feijão, carne, mandioca e salada que são distribuídas as centenas de foliões; as farofas, refeições matinais compostas de paçoca de pilão para alimentar os cavaleiros das cavalhadas nos ensaios; as quitandas e doces típicos distribuídos aos participantes dos reinados e juizados e nos cafés da manhã na casa do Imperador do Divino.
O Arroz com Pequi é um ícone da culinária goiana, consumido fartamente durante a safra do pequi pela população local.
Farta e variada são as opções em Pirenópolis, da regional típica goiana e pirenopolina, à nacional e internacional. Confira!
Sabores Regionais
Pequi - Diz-se que do pequi ninguém esquece. Ele é excelente para a memória. Seu forte gosto e perfume penetrante, fica na língua e no refluxo do estômago por horas. Se o desavisado mordê-lo, aí então é que nunca mais vai esquecê-lo. Com o pequi não tem meio termo: ou o ama ou o odeia. O primeiro contato nunca é muito amistoso. Mas, com a convivência vai se descobrindo as nuances de seu paladar e passa a nutrir até uma certa paixão, uma espera ansiosa pelo seu encontro, tenro, perfumado e único.
Baru - O que normalmente comemos do baruzeiro é a castanha, na maioria das vezes torrada. De excelente qualidade, a castanha de baru é menos rançosa que o amendoim e mais leve que a castanha de cajú. Pode-se comê-la como aperitivo, apenas torrada, ou picada para fazer para preparar doces e biscoitos, ou ainda cozida, sem sequer torrá-la, misturada na sopa com legumes. A castanha torrada e picada misturada ao leite quente e coado é um forte alimento e com a borra faz-se biscoitos. São grandes as possibilidades de se usar o baru. Nas receitas onde vai outras castanhas, pode-se colocar a castanha de baru. Ainda do baru dá para se consumir a polpa externa do fruto que raspa-se, torra e usa-se em mistura de bolos e biscoitos.
Guariroba - Palmito amargo, é utilizado frio em saladas ou quente, cozido puro ou misturado com carnes e no famoso empadão goiano. Diferente do palmito comum, a guariroba, ou gueroba, tem uma textura firme. Seu sabor amargo, combina com carne e sabores ácidos, como vinagre ou limão. Devido a sua consistência, a queroba não se come crua, é necessário cozinhá-la. Aproveita-se da planta o palmito, que é a extremidade do caule, junto as folha. Derruba-se a planta e corta-se cerca de 60 cm da extremidade, limpa-se as folhas e retira as partes mais duras. Ao cortar o palmito, este em contato com o ar, enegrece. Por isso é mergulhá-lo imediatamente na água após picá-lo. Esta água deve ser dispensada, até mesmo como forma de retirar um pouco do amargo. Fazendo esta lavagem várias vezes o amargo diminui substancialmente. Porém, perde-se seu gosto e a principal característica desta iguaria, o amargo. Também se aproveita os cocos. Apesar da queroba ser muito apreciada em Pirenópolis, seu coco é pouco usado.
Empadão Goiano - O empadão goiano é uma iguaria de massa recheada em uma forma funda de cerca de 10 cm de diâmetro e 5 cm de altura. O caráter regional está no recheio, uma vez que este tipo de torta salgada é comum em vários locais. O empadão goiano tradicional tem como recheio uma coxa grande de frango, linguiça condimentada, batatas cozidas, pão, molho e guariroba. É um prato farto que está entre um bom lanche e uma pequena refeição. Em Pirenópolis, é comum acharmos empadões diferenciados, menos condimentados, com frango desfiado e palmito comum. Isso se dá pelo fato de o turista não ter costume com os gostos tradicionais, como a guariroba e a pimenta.
Jatobá - Fruto típico do cerrado, rico em cálcio e magnésio. Do fruto, que é uma vagem de casca dura, retira-se da polpa farinhenta, a farinha de jatobá. Depois de separar as sementes, raspando-as com uma faca, tritura-se no liquidificador para se obter a farinha. Faz-se com a farinha, bolos, geléias, mingau, pão, doces etc, além de ser consumida in natura.
Pamonha - Iguaria muito apreciada em Pirenópolis, tanto que temos diversas pamonharias na cidade. O pirenopolino aprecia a pamonha mais na sua forma salgada. A pamonha, por ser um alimento nutritivo e barato, é muito usado como refeição rápida. O milharal irrigado fornece milho verde durante todo o ano, mas na safra natural, entre dezembro e janeiro, onde a oferta de milho verde é maior, faz-se nas casas tradicionais grandes pamonhadas, onde a família se reúne para ralar, embrulhar, cozinhar, comer, tomar café e "jogar conversa fora".
Topo